quarta-feira, 8 de junho de 2022

 Sistema deriva abecedário

Número de aluno:14238

Para a minha deriva decidi guiar-me pelo abecedário e ver até onde ele me levava durante os próximos minutos. Ao sair da faculdade de Belas-Artes comecei então por procurar a letra A que não foi difícil de encontrar. Do meu lado esquerdo, estava estacionado à porta da universidade um carro com a letra na matrícula por isso comecei por virar à esquerda. Ao descer a rua, vi num carro cinzento as letras B e C, achei um tanto engraçado visto o contexto em que me encontrava. Continuei a descer a rua à procura do D que estava mesmo à minha esquerda num restaurante chamado Tagide (que por sua vez, contém também a letra E). Vejo o meu reflexo no espelho ao passar pelas portas do restaurante e continuo a seguir o meu caminho com um destino desconhecido.

Após chegar ao final da rua, olho para o meu lado direito e em seguida para o esquerdo a ver se avistava o F. Após passar um táxi, passa outro logo a seguir com a letra procurada na matrícula. Foi para o lado esquerdo, descendo outra rua, deixei-me guiar por ele. 
Desci a rua e por momentos deixei de procurar o G à medida que me focava na música que ouvia. O sol intenso sobre a minha cabeça enquanto descia a rua, senti que a música nos meus fones se encaixava bem com o ambiente em meu redor. 
Vamos lá ao G. O G parecia estar difícil de encontrar mas finalmente passo por uma montra que diz interdesign. Acabei de descer esta rua e deparo-me com sinais que indicam Largo de Camões, teatros, Chiado... Lá estava o H e o I na palavra Chiado mas a seta indicava que seguisse o caminho pelo qual tinha vindo então avancei com a procura da letra J. Mais uma vez olho para os dois lados da rua na esperança de avistar um J em alguma das matrículas dos carros. Não vi nenhum J, no entanto, olhei em frente e lá estava ele na matrícula de um dos carros que seguia em frente após a Caixa Geral de Depósitos. 
Segui em frente, passando as passadeiras, desta vez na tentativa de achar o K. Continuei em frente pois sabia que naquela rua (rua da Conceição) havia um restaurante de sushi chamado Kiku e lembrei-me dos amigos a quem já mostrei o restaurante, pretendo voltar lá durante o verão. Do outro lado da rua, a Pull&Bear logo com dois L e mais à frente o Millennium com o M e o N. Contínuo a avançar confiante e com um espírito de aventura pois senti que estava tudo a correr bem apesar de não saber para onde o abecedário me iria levar. Continuo a seguir a rua da Conceição e agora que penso na palavra em si, Conceição contém a letra O, o que me deu a certeza de que estava a seguir o caminho correto. 
Vou olhando novamente para as matrículas dos carros, vejo um Q mas nenhum P. Passo por uma daquelas lojas que vendem ímanes para o frigorífico e reparo num que diz Portugal com letras maiúsculas, juntamente com o P estava lá o R também. Continuo a seguir pela calçada e ao lado da passadeira, encontro novamente duas placas que indicam Restauradores e Rossio, mais uma vez segui pela esquerda, deixando-me guiar pela palavra Restauradores com o S, o T e o U.
Chegou a vez do V e passo por uma loja que em letras brancas num fundo vermelho dizia Souvenir Shop. Segui em frente, estava na rua da Prata.
Só nos restam 4 letras e aparentemente, não me afastei muito do ponto de partida. Não me imagino a encontrar um W em nenhuma das montras então mais uma vez foco-me nos carros enquanto sigo em frente. Os W parecem andar escassos por isso volto a prestar atenção às lojas e restaurantes por onde passo. Dou de caras com uma parede que diz Farmácia e um bocadinho mais à frente lá está a palavra Wellness que me motivou a continuar a seguir pela rua da Prata. O X pareceu estar a ser mais desafiante de encontrar que o W mas logo passou um carro com X na matrícula que assim como eu, seguiu em frente. 
Só me restam duas letras para terminar o meu percurso e eu continuo a dirigir-me para os Restauradores.
Sinto que o meu trajeto apesar de ter corrido melhor do que o expectável, foi curto por isso, por breves minutos foquei-me na música que tocava nos fones. Sempre em frente, desta vez a admirar a variedade das montras até chegar ao bar Gyoza, pareceu-me ser um restaurante/bar asiático e não pude deixar de ignorar o Y. Resta o Z que definirá o meu destino. Passei a passadeira para ir ao encontro desse bar e continuei em frente. Cheguei à praça da Figueira e sobra-me apenas uma última pergunta: viro à esquerda ou à direita? Pela primeira e última vez, a resposta foi direita ao deparar-me novamente com a letra procurada numa matrícula. Assim o Z definiu o meu destino, em frente à estátua D.JoãoI. Não fiquei por lá muito tempo, aproveitei estar perto do metro do Rossio para me dirigir a Roma-Areeiro e assim, apanhar o comboio para casa.