sexta-feira, 10 de junho de 2022



 Deriva da Sorte e do Destino


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Na deriva da Sorte e do Destino, a cidade é redescoberta através do acaso, da sorte nos dados... mas será apenas uma questão de sorte? Não terá sido este percurso destinado a ser percorrido por nós? Será a cidade como é hoje por puro acaso ou será que estava a destinada a tornar-se naquilo que é hoje?

 Esta deriva foi realizada a dois. Fomos guiados pela nossa sorte nos dados e deixamos um fio (quem sabe se um segmento da linha do destino) em cada paragem, como marca da nossa presença, tenha sido um puro acaso ou não.

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0. Começamos junto ao Rio, no Terreiro do Paço, onde deixamos o primeiro fio. 


 

Neste lugar, lançamos os dados de quatro faces. Calharam-nos os números 1 e 3. Somados dão 4, o numero favorito do meu companheiro e, juntando os algarismos temos 13, o meu número favorito. 

Segundo as regras que estabeleci para esta deriva, esta coincidência permite-nos escolher a direção do percurso de acordo com o que nos parecer mais agradável e nos atrair. Escolhemos então a direção das luzinhas de uma esplanada que nos chamaram a atenção.



 

1. Caminhamos nessa direção até que, chegamos a Rua Nova do Almada, onde encontramos uma máquina do parquímetro que marcava as horas. Eram 13h54, hora que contém os algarismos que procurávamos 1, 3 e 5. Assinalamos aqui um ponto de paragem.



 

Voltamos a lançar os dados, desta vez, os de seis faces. Calhou a ambos 2. 



2. Nesta mesma rua encontramos o número 22 numa matricula.



Lançamos os dados de 8 faces. Calhou 4 e 5. 



3. Decidimos passar pela loja de Vinis Louie Louie e atravessamos a Rua do Cruxifíco, a Rua Áurea, a Rua dos Sapateiros e a Rua Augusta até chegarmos à Rua dos Correeiros, onde encontramos o lote 54. Foi mais um ponto de paragem onde deixamos um fio.





 

4. Lançamos os dados de 10 faces. Calhou 1 a ambos. Seguimos em direção à Praça do Rossio. Fomos encontrar o número 2 (1+1) num painel de preços do restaurante Tendinha. Era o preço do copo de vinho. Deixamos um fio.






5. Lançamos os dados de 12 faces. Calhou-nos 6 e 2. Fomos encontrar a sua soma 8, na arquitetura da Estação Ferroviária do Rossio. Os arcos dos pórticos tinham formas que nos lembraram o algarismo 8. Deixamos um fio num corrimão nesta zona.





 6. Lançamos os dados de 1 a 20. Calhou-nos 13 e 7. Encontramos o lote 20, no Largo do Regedor. Deixamos um fio.



 



 7. Lançamos os dados de 10 a 100. Calhou-nos 50 e 20. Encontramos junto à Praça dos Restauradores uma pastelaria onde encontramos o número 70 escrito na tabela de preços. Deixamos um fio perto desse local.








8. Voltamos a lançar os dados de 4 faces e por ironia do destino (ou do acaso) tivemos exatamente os mesmos resultados especiais que nos calharam na primeira vez. Seguimos para um local atrativo para nós, o Monumento dos Restauradores, onde deixamos mais um fio.



 



9. Lançamos os dados de 6 faces. Calhou 6 a ambos. Fomos encontrar o número 12 nuns azulejos à venda numa loja de souvenirs desta zona. Deixamos um fio.



10. Lançamos os dados de 8 faces. Calhou-nos 1 e 6. Encontramos uma carrinha estacionada com o número 16 na matricula. Deixamos-lhe um fio atado ao limpa vidros traseiro.

 


 


11. Lançamos os dados de 10 faces. Calhou-nos 2 e 9. Encontramos o lote 29 na Calçada do Carmo. Estava ocupado por mais uma loja de souvenirs. Deixamos um fio por perto.

 






12. Lançamos os dados de 12 faces. Calhou-nos 11 e 6. Encontramos bem perto o lote 17. Deixamos outro fio.






13. Lançamos os dados de 1 a 20. Calhou-nos 20 e 3. Retomamos na direção do Chiado. Na Rua do Carmo entramos na Loja Muji. Lá encontramos um artigo que custava 23,95, em dólares australianos. Deixamos um fio na estante. Aproveitamos também este lugar para fazer uma pausa relaxante...





14. Lançamos os dados pela última vez, os de 10 a 100. Calhou-nos 90 e 70. Seguimos para os Armazéns do Chiado e entramos na Fnac, onde encontramos o o volume da série de manga Demon Slayer que continha o volume 160. Deixamos um fio na estante onde encontramos esse volume.

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 De seguida, saímos dos Armazéns do Chiado em direção à Faculdade de Belas Artes, o último ponto de paragem desta deriva. 

 


O percurso que os dados, a sorte ou o destino nos ofereceram acabou por ser mais ou menos aquele que podemos ver no mapa abaixo.


 

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E assim foi a Deriva da Sorte e do Destino... 

Para onde nos levarão a seguir? 

Como será a cidade amanhã?

Qual o seu destino?

ou

Qual será a sua sorte?

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