sexta-feira, 3 de junho de 2022

Conhecer pessoas. Conhecer Lisboa.


Esta cidade. Este refúgio. O lar do povo que ele mesmo construiu. Povo esse que vive sob as mesmas leis, quotidiano, sol e escuridão. É esse povo que dá à cidade beleza, nome, função e sentido. Sem os seus indivíduos, a “cidade” é só um lugar. Um deserto.


Para quem se atreve a explorar esta cidade, não pode ignorar o seu povo. Povo este que conhece os segredos das ruínas, e os seus secretos jardins. É importante entender os seus sujeitos para salvar a cidade do esquecimento.


Neste sentido, seria sem nexo fazer o desafio sem o percorrer acompanhado. Este projeto foi realizado por dois indivíduos em deriva que se encontram e deambulam consoante o povo os guia.

 

O percurso começa ao se pisar a rua à frente do nosso lar. Dois pontos são definidos: Dois locais de Lisboa, que representam o lar.




Neste barco viaja beleza, neste barco viajam vidas, neste barco viaja uma cidade. Barreiro.





Aquela roda. Aquela forma. Que me levou do deserto ao encontro. Areeiro.





O encontro naquele lugar que outrora separou coração de Lisboa e o reconstruiu. Terreiro do Paço.




"Qual é o lugar de Lisboa que lhe transmite mais paz?"

" Diria os transportes. É algo bem depressivo por ser rotineiro, contudo, encontro conforto em saber que lá não estou sozinha.

Nessa repetição de rotina por vezes encontramos algo que nos tira fora dela. Alguém eventualmente cativa o nosso interesse e é nesse momento que percebemos que apesar de todos estarmos a seguir a nossa vida, por breves instantes conseguimos ver e sentir uma sensação de igualdade por ver alguém como eu.". Elétrico 28.




“Se pudesse escolher um local para viver em Lisboa sem custo, seria aonde?”


" O Oriente chama a minha atenção a nível de arquitetura e beleza paisagística do local no geral". Oriente.




Se Lisboa ficasse deserta, qual seria o primeiro sítio que visitaria?”

" Assim, com o Covid já pudemos todos experienciar um bocado desse deserto. Mas um dos locais que mais vi vazio e que apreciei foram as ruas de Alfama". Alfama.




“Caso pudesse apagar uma parte de Lisboa do mapa, qual seria ?”

" Não é que seja um local. Mas acho que Lisboa ganhava muito sem as suas milhões de gaivotas que invadem o nosso património.". Praça do Império.



“Onde é que se sente mais inspirado artisticamente em Lisboa?”

" Eu como gosto de estar em contacto com a natureza, a Gulbenkian ajuda bastante nessa ligação entre o natural e a arte. E tem tantos cantos para explorar. Nunca me desaponta." Fundação Calouste Gulbenkian.




“Qual é o sítio que mais o aborrece em Lisboa?”

"As escadas disfuncionais do metro da Baixa Chiado, sem dúvida". Baixa Chiado.




“Qual foi o sítio onde se sentiu encantado em Lisboa?”


" Há um miradouro específico, com uma paisagem linda para o rio. Costumo ir lá com amigos meus, que costumam lá tocar e treinar guitarra.

Fica sempre um grande ambiente. Som. Rio. Paisagem. E pôr do sol." Miradouro de Santa Luzia




“Qual é o lugar mais nostálgico de Lisboa?”

"Tem um sítio em especifico na LxFactory que me trás algum conforto quando estou lá ou passo por lá. Faz me lembrar quando era mais novo e brincava à macaca e ao pião perto de casa com os meus irmãos mais velhos.". LxFactory.




“Onde se sentiu mais feliz/se divertiu mais em Lisboa?”

"Bem...Acho que o Bairro Alto, costumo ir lá com o pessoal para descontrair. Tem sempre coisas interessantes a acontecer lá.". Bairro Alto.




“Tem algum lugar que goste particularmente de praticar desporto?”


"Tenho um particular gosto em correr junto do Tejo, até belém. Passo sempre por baixo da Ponte 25 de Abril.". Tejo Promenade.






De volta, regressamos ao ponto convergente de ideias e criatividade que incentivaram esta viagem e procura, cheia de descobertas.
Faculdade das Belas Artes.


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