quinta-feira, 2 de junho de 2022

Deambulação pelo Inconsciente - Deriva da Cidade Nua


Esta deriva começará pela Faculdade de Belas-Artes, o individuo desprivasse de pensamentos ou senso de direção, deambulando para qualquer direção. O sujeito desfocando a sua visão, apenas se focará nas cores que o rodeiam. Mudando conscientemente de direção de acordo com as mesmas. 

Assim que deparado com objeto que se destaque cromaticamente do seu redor, o sujeito deverá sair do seu estado deambulatório para fazer uma decisão que impactará o seu percurso. 

Diante deste objeto destacado, existem duas opções disponíveis para o sujeito dependendo da tonalidade do mesmo. 

 

Se, primeiramente, este objeto tem uma cor de natureza eufórica, o sujeito escolherá o caminho à sua direita. Se um caminho à direita se encontrar indisponível, o sujeito deverá continuar a sua deambulação até encontrar um tal caminho á direita. 

Se, secundariamente, este objeto tem uma cor de natureza disfórica, o sujeito escolherá o caminho à sua esquerda. Se um caminho à esquerda se encontrar indisponível, o sujeito deverá fazer o trajeto contrário, recuando os passos da sua deambulação até encontrar um caminho à esquerda. 

 

Para a determinação da escolha cromática entre as cores de caráter eufórico ou disfórico, o sujeito deverá se apoiar no seu próprio caráter. O individuo poderá seguir qualquer julgamento que lhe pareça mais adequado. (por exemplo, se a cor contém um tom quente, este objeto pode ser considerado eufórico) Mas deverá sempre se apoiar nas suas emoções para fazer esta escolha. 

 

As catorze paragens desta deriva serão marcadas pelo próprio sujeito. Em qualquer objeto que determine uma mudança de caminho na deambulação, o individuo deverá manter a sua consciência presente por mais um julgamento. Desta vez, o sujeito irá determinar se este objeto destacado é algo merecedor de ser uma das catorze paragens. Para esta determinação, o sujeito deve se apoiar completamente nas suas emoções e questionar-se se este o objeto o demarcou emocionalmente, pelo carácter eufórico, ou disfórico. 

 

Após estes dois julgamentos, o individuo abandonará novamente a sua consciência para continuar a sua deambulação. 

Assim que o sujeito obtiver as catorze paragens, determinadas pelos vários objetos, o sujeito deverá reencontrar o seu caminho novamente para a Faculdade de Belas-Artes. Para este reencontro o sujeito pode utilizar qualquer ferramenta ao seu alcance, nomeadamente, a recuperação do sentido de direção e qualquer transporte mais adequado para o seu retorno. O sujeito poderá usar qualquer caminho disponível, não precisando de recorrer ao caminho anteriormente utilizado. Apesar da restauração da sua consciência, o sujeito não deverá esquecer da sua anterior deambulação durante o regresso ao seu ponto de início. 

 

Portanto, esta deriva será totalmente determinada pelo sujeito, e como persente os objetos ao seu redor, relacionados com as suas emoções. 

A deambulação deverá ser totalmente diferente de sujeito para sujeito, ou até mesmo de altura diversa para o mesmo individuo. Assim, esta deriva nunca será repetida, podendo tirar resultados e experiências diferentes da mesma.  


Também nesta deriva é abordado o tema de eufórico/direita e disfórico/esquerda, de acordo como por exemplo, à superstição de começar com o pé direito ser atribuído a algo positivo. 

Esta deriva é totalmente fabricada apenas pelas emoções do sujeito e como estas o levam a uma viagem pela cidade de Lisboa, absolutamente despido da sua consciência atual, revelando as suas vulnerabilidades sentimentais, relembrando emoções algures esquecidas.